🌿Sucot: A Cabana da Presença e do Destino
A Festa dos Tabernáculos é sobre se lembrar de onde você veio, se nutrir pelas raízes e se alegrar para ter força para conquistar o seu destino.
Mudanças são necessárias para continuarmos nos ciclos de um Deus que é eterno, mas que se move de formas diferentes a cada nova estação.
Podemos ir até Ele para um alinhamento sempre que for necessário.
E se há algo que precisa ser mudado, o Eterno lhe dará a habilidade sobrenatural para fazê-lo.
Celebrar Sucot é mover-se profeticamente, pois é sombra de um futuro que ansiamos profundamente: o de tabernacular com o Eterno para sempre.
A palavra Sucot (סֻכּוֹת) significa “cabanas” ou “abrigos”.
A Palavra de Deus ordena:
“Para que as vossas gerações saibam que Eu fiz os filhos de Israel habitar em cabanas quando os tirei da terra do Egito.” (Lv 23:43).
Durante sete dias, o povo de Israel habita a sucá — uma cabana simples coberta de material orgânico colhido do solo, como folhas de palmeira, bambu, ramos ou esteiras.
Sucot é um espelho do que um dia será revelado plenamente: o Tabernáculo Eterno entre o Criador e a humanidade — quando toda separação cessar e a Shechiná habitar entre nós para sempre.
Nesta festa, quero falar com aqueles que sentem que o chão mudou completamente sob os seus pés.
Aqui estamos nós, em um caminho sem retorno possível.
Há algum tempo, saí de um papel ministerial tradicional e fui conduzida à mídia digital — para conversas sobre transição cultural, política, entretenimento e tantos tipos de discursos públicos. Isso não estava no meu mapa.
Mas, a esta altura, você já percebeu: o Reino de Deus vai muito além dos muros da igreja.
Eu saí do que me era familiar. A guerra se intensificou — e não era mais teórica.
O caminho foi repleto de opiniões conflitantes, recursos escassos e batalhas reais.
Mas algo novo está nascendo — e é inconfundivelmente Deus.
Se você se identifica comigo, é porque também está passando por esse processo de transição — algo novo na nossa história espiritual.
A glória que Deus quer manifestar em nossas vidas nem sempre é algo que escolhemos conscientemente.
Não sabemos todos os passos dos planos do Senhor, e por isso precisamos de redirecionamento sob Sua liderança.
Israel também teve que se mover conforme a nuvem.
Elias precisou partir quando o ribeiro de Querite secou.
E Sucot é sobre isso: mover-se quando há resistência, aprender a viver na vulnerabilidade e na obediência.
Morar em cabanas é acolher a incerteza do que virá em troca da presença do Eterno.
Parece difícil, mas compensa — porque o próximo ponto é a posse da Terra Prometida, mesmo que ainda não saibamos qual caminho nos levará até lá.
Embora o improviso criativo seja uma das minhas habilidades como artista, o Céu não improvisa.
O Salmo 139 diz:
“Todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer um deles existir.”
Isso mostra que Deus sabe o que está fazendo.
Seus caminhos são cheios de propósito, e a direção que Ele traçou nos levará exatamente onde devemos chegar.
Chegou a hora de ler os nossos livros de destino — para entender melhor a jornada.
A última parte da Bíblia fala sobre Jerusalém.
Jerusalém sempre foi mais do que um lugar — é um símbolo vivo da presença de Deus entre nós.
Seu nome, Yerushalayim, carrega o sentido de “fundamento da paz” e o mistério de duas realidades: a Jerusalém terrena e a celestial.
É o ponto onde o Céu e a Terra se encontram.
Sucot nos lembra disso.
Por sete dias, Israel habita cabanas simples e frágeis, lembrando que a verdadeira segurança está na Presença Divina, não nas estruturas humanas.
É um gesto profético — o de confiar na cobertura do Eterno.
Quando celebramos Sucot, estamos ensaiando o futuro: o tempo em que o Tabernáculo Eterno será pleno, quando toda separação cessará e a glória de Deus habitará entre nós para sempre.
Neste novo ciclo, somos chamados a viver uma semana como pequenas sucots — moradas vivas da Presença de Deus.
Assim como Jerusalém reflete a luz do Criador, somos chamados a manifestar o Céu na Terra.
O Messias voltará para governar as nações a partir dali.
Por causa da frequência espiritual e do governo do Rei, os povos e nações se agitam.
Quando Deus ordenou a Moisés a festa dos sete dias dos Tabernáculos, Ele inspirou este antigo cântico:
“Bendito és Tu, Rei do Universo, que nos santificaste na Tua palavra e nos ordenaste habitar em tabernáculos.”
Todo verdadeiro cristianismo é profundamente judaico.
Por isso afirmamos: Israel é o relógio profético de Deus.
Os dias sagrados das festas perpétuas começadas com Moisés estão sempre conectados a acontecimentos marcantes da história — e isso tem se intensificado, especialmente no Brasil.
Somos uma terra com raízes judaicas antigas, ligadas por sangue e por alma a Israel.
Por isso somos conhecidos como a nação do louvor e do avivamento.
Historicamente, Judá vai à frente — e nós temos ido também, defendendo e apoiando nossos irmãos judeus até que chegue a plenitude do tempo dos gentios e o Messias seja revelado a eles.
Então, Israel cumprirá sua vocação sacerdotal diante das nações — e isso será uma bênção para o mundo.
Uma nova ressurreição e plenitude virão sobre toda a Terra.
Apocalipse, afinal, não fala do fim — mas da revelação do Santo dos Santos, da reconciliação dos povos com o Eterno.
Enquanto muitos esperam destruição, a Palavra anuncia: tudo será Santo, tudo será morada da glória.
Cada festa é um marco de adoração e também um ato profético que ativa segredos antigos e desperta destinos.
Estamos indo para um lugar melhor — de glória em glória.
Oramos pelo derramamento do Espírito sobre todas as nações e para que rios de águas vivas tragam cura sobre a Terra.
Não adie mais suas celebrações.
Acredite em Deus para o impossível e para o extraordinário.
Que a esperança e a alegria envolvam seu coração hoje.
Cante a canção dos redimidos agora!

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