Um convite ao Caminho: Seguimos Crendo até que a promessa se cumpra.
O que é vivo encontra forma.
O que é vivo não depende de exposição constante para crescer.
Depende de raiz.
O Reino de Deus cresce assim.
Não sob holofotes, mas no escuro da terra, onde a semente se rompe para gerar vida.
Antes de virar palavra escrita, música, camisa ou devocional,
Seguimos Crendo foi uma confissão.
Uso essa expressão há mais de doze anos, não como estratégia, mas como resposta.
Resposta a dias em que crer foi escolha, não sensação.
Resposta a estações em que a promessa parecia distante, mas a fidelidade precisava permanecer próxima.
Uma resposta solitária na maior parte do caminho.
Com o tempo, essa confissão encontrou formas diferentes de expressão:
no secreto, na palavra, no som e no físico.
Nada disso nasceu de um plano de expansão.
Tudo nasceu de uma fé que não coube em um único lugar.
Quando a identidade é verdadeira, ela transborda.
E quando transborda, encontra forma.
É nesse contexto que nasce a música.
Estou iniciando meu álbum, e o primeiro single carrega o mesmo nome que acompanha minha jornada há anos: “Seguimos Crendo”.
Essa canção está sendo gravada na Gramofone+, em Curitiba, sob a condução do produtor fonográfico Vitor Pinheiro.
Ela não nasce como produto, mas como registro.
Registro de uma caminhada.
Registro de uma fé que atravessou o tempo, o silêncio e a espera.
Não é uma música feita para acompanhar tendências,
mas para sustentar jornadas.
Ela nasce do lugar onde a fé não é performance, é permanência.
Onde cantar não é provar algo, mas testemunhar o que foi vivido.
Antes de ser ouvida, essa canção foi crida.
Antes de ganhar melodia, foi oração.
Nasceu bem no dia do Ano novo das árvores pra falar de uma estação nova cultivada no solo por anos a fio.
Existe uma fé que só se sustenta enquanto há resposta rápida.
E existe uma fé que aprende a permanecer quando o céu parece silencioso.
Essa fé amadurece no oculto.
Precisei crer sozinha por muito tempo.
Precisei atravessar a incompreensão de quem deveria ter entendido.
O silêncio de quem deveria ter validado.
A ausência de portas que, humanamente, pareciam óbvias.
Hoje compreendo:
não era rejeição, era separação e era preparação.
Deus não desperdiça espera.
Ele a usa para nos alinhar ao peso do que Ele mesmo prometeu.
Vivemos tempos marcados por um espírito de orfandade:
gente com voz, mas sem pertencimento;
com autoridade aparente, mas sem paternidade interior.
A fé em Cristo nos devolve esse lugar.
Lugar de filhos.
Lugar de descanso.
Lugar de identidade.
Expressar quem fomos criados para ser não é vaidade; é cura.
É permitir que corpo, mente e espírito parem de lutar contra o próprio design.
Depois de tantos anos vivendo de resistências ao que sou, compreendi:
a fidelidade nunca exigiu que eu me encaixasse.
Ela sempre pediu que eu permanecesse.
Permanecer é o ato mais rebelde desta geração
Em uma era de carreiras fabricadas, permanecer é resistência.
Quando tudo grita por atenção, o silêncio vira solo fértil.
Quando o mundo pede atalhos, o caminho longo se torna sagrado.
Não estou aqui para oferecer fórmulas.
Nem promessas rápidas.
Até porque acho sinceramente que nunca as terei porque elas não existem.
Estou aqui para lembrar algo simples:
o que é verdadeiro precisa existir com coragem e fé.
“Hebreu”: de onde viemos, em quem fomos adotados e por que seguimos crendo
A palavra “hebreu” (ivri, em hebraico) surge pela primeira vez em Gênesis 14:13, quando Abraão é chamado de Abrão, o hebreu.
O termo vem do verbo avar, que significa “atravessar, passar adiante”.
Hebreu, portanto, não é apenas um rótulo étnico; é uma identidade espiritual: alguém que atravessou de um lado para o outro porque respondeu a um chamado de Deus.
Abraão é o hebreu porque atravessou.
Saiu de Ur, deixou segurança, previsibilidade e controle.
Atravessou fronteiras externas e internas.
Ele não tinha mapa completo, só tinha uma promessa.
E isso nos revela algo essencial: a fé bíblica não nasce da certeza do caminho, mas da confiança em Quem chama.
É por isso que Abraão é chamado de pai da fé.
Não porque foi perfeito, mas porque creu.
Quando tudo ainda era improvável, ele escolheu confiar.
Romanos nos lembra que ele creu “esperando contra a esperança”.
Fé, aqui, não é otimismo ingênuo; é obediência perseverante quando a realidade ainda não mudou.
E nós? Onde entramos nessa história?
A Escritura diz que fomos adotados em Abraão.
Não por sangue, mas por promessa.
Pela fé em Cristo, somos enxertados nessa linhagem espiritual.
A bênção dada a Abraão: “em ti serão benditas todas as famílias da terra” nos alcança.
Não porque merecemos, mas porque Deus é fiel à Sua aliança.
Somos herdeiros não de uma religião, mas de uma promessa viva.
Isso importa.
Importa porque, assim como Abraão, também somos chamados a atravessar.
A sair de lugares de medo, de estagnação, de identidade frágil.
Importa porque nossa fé não está apoiada em circunstâncias favoráveis, mas em um Deus que cumpre o que promete.
Importa porque não seguimos ideias, seguimos um Deus que age na história.
Por isso, seguimos crendo.
Seguimos crendo quando o caminho ainda não está claro.
Seguimos crendo quando a promessa parece distante.
Seguimos crendo porque fomos chamados para atravessar; não para permanecer onde estamos.
Ser hebreu, no sentido mais profundo, é viver em movimento de fé.
É confiar que, do outro lado da obediência, Deus já preparou aquilo que Ele mesmo prometeu.
Hoje, que o Senhor nos dê graça para atravessar.
Com fé simples. Com coração obediente.
E com a certeza de que, n’Ele, já fomos adotados, abençoados e chamados.
Talvez você esteja lendo isso porque também sente que não se encaixa.
Porque o molde é pequeno demais para o que Deus colocou aí dentro.
Porque o caminho que Ele te mostrou é mais longo e mais profundo.
Seguimos Crendo não é um ponto de chegada.
É um caminho.
O blog permanece como lugar da palavra.
A música agora registra a caminhada.
O visível apenas testemunha o que já foi vivido no secreto.
Não como quem já chegou,
mas como quem sabe que o Destino é uma Pessoa e que o caminho é feito de passos, não de saltos.
Se você também é um caminhante,
se também escolheu não abandonar a fé,
então, de alguma forma, a gente se encontra no caminho.
E se fizer sentido pra você, caminhe comigo mais de perto.
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Bem vindo ao Caminho!
Seguimos crendo. Sempre.

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