Da matéria da qual são feitos os sonhos Seguimos Crendo ganha forma, comunidade e Caminho.
Há exatamente uma semana, “Seguimos Crendo” deixou de ser apenas uma hashtag de 20 anos nas minhas redes pessoais, o nome do meu blog e um dos meus devocionais mais lidos no YouVersion, o maior aplicativo da Bíblia e passou a ocupar espaço no mundo real como canção.
O mais importante sobre esse lançamento não é somente a música em si, mas tudo aquilo que nasceu junto dela: uma visão, um ecossistema em crescimento, uma linguagem, uma estética, uma narrativa e um posicionamento construídos artesanalmente, etapa por etapa.
Existe uma diferença muito grande entre sonhar um projeto e sustentar o nascimento dele com as próprias mãos.
Durante muito tempo, “Seguimos Crendo” existiu primeiro como uma convicção.
Não apenas uma música, mas um chamado criativo, espiritual e cultural.
Uma construção feita entre oração, estudo, direção artística, estratégia digital e muita insistência silenciosa.
Hoje, consigo olhar para trás e entender que essa obra nunca foi apenas sobre música.
Ela sempre foi sobre identidade.
Vivemos uma época em que muitos artistas terceirizam completamente seus processos criativos. Mas “Seguimos Crendo” nasceu justamente do caminho oposto: da participação intensa em cada detalhe do projeto, ou quase todos.
Embora o conceito e o nome seja antigo, a canção foi escrita somente agora pra este projeto com a bagagem e repertório conseguido com muita referência e história pra contar...
E haja escrita...
Me sinto como a personagem principal da história das mil e uma noites, escrevendo pra sobreviver, contando e cantando pra salvar.
Não a toa meu histórico de gabarito em mídias socias e Storytelling carimbam meus currículos acadêmicos. Escrevo e me comunico com fome de contribuir de forma diária embora sumida um pouco daqui por motivos óbvios e justos.
Do conceito visual ao posicionamento digital.
Da construção narrativa às decisões estéticas.
Da comunicação às estratégias de distribuição.
Da identidade artística ao entendimento técnico do mercado fonográfico e das plataformas digitais.
Talvez essa tenha sido uma também mais bonitas do processo.
Cheguei a sentir que poderia morar com conforto neste flow, se o mundo ideal fosse.
Porque existe algo profundamente transformador quando o artista deixa de ser apenas intérprete e passa a compreender toda a engrenagem que sustenta sua própria obra.
Aprendi na prática sobre distribuição.
Sobre direitos fonográficos.
Sobre registro autoral.
Sobre branding artístico.
Sobre algoritmo.
Sobre retenção.
Sobre presença digital.
Sobre posicionamento de imagem.
Sobre direção criativa.
Sobre construção de comunidade.
Mais sobre o que não fazer como sempre do que vendo boas práticas acontecendo.
O que ficou fora do controle decepcionou e ensinou como sempre foi.
A dificuldade em delegar vai continuar.
Os traumas revividos em mergulhar em mim pra trazer pra fora veio em terreno sabidamente escorregadio.
E tudo isso enquanto ainda precisava proteger o coração artístico do projeto para que ele não se tornasse apenas um produto vazio.
Meus pais nunca quiseram que eu fosse uma artista, eles diziam que o mercado ia me engolir, e de certa forma eles estavam certos.
Me engoliu sim mas teve que cuspir com indigestão.
Afinal, quem matou ursos e leões não se intimida com gigantes da terra.
Sangue de Rei ruivo na veia, afinal.
Em Seguimos Crendo precisei lutar como leoa e com toda a bagagem de tantos cursos de ouro que fiz, pelos meus direitos fonográficos.
Acontece que a espera, o não pertencimento me feriu tanto quanto o parto deste sonho.
Ser artista é uma dor menor que a de não o que se é, definitivamente.
E nasceu exatamente nesse encontro entre técnica e essência.
Entre o espiritual e o estratégico.
Entre arte e construção.
E talvez isso explique por que essa estreia carrega tanto significado pessoal.
Cada detalhe visual foi pensado para comunicar uma identidade e no melhor estilo mão na massa.
A estética do trench coat verde oliva não surgiu aleatoriamente.
Ela conversa com peregrinação, resistência, travessia, permanência, brasilidade.
Existe um simbolismo por trás da imagem.
Existe uma mensagem por trás da atmosfera.
Existe sentido da letra da música completa transliterada do hebraico chegar a letra Tav, 22, o número total e última letra do abecedário Judaico; e do título transliterado ser o número 6, e letra Vav, que aponta pro número final deste ano, conexão entre céu e terra e o significado do nome de Deus.
Nada foi construído apenas para parecer bonito.
Tudo precisava comunicar verdade, origem, pertencimento.
Nos últimos meses, também mergulhei profundamente no universo da inteligência artificial, do marketing digital e das novas tecnologias aplicadas à construção artística.
Não como substituição da arte humana, mas como ampliação de possibilidades criativas.
Essa compreensão mudou completamente minha visão sobre o futuro da música independente.
Hoje, um artista independente não precisa mais esperar autorização cultural para construir algo relevante.
Ele pode criar ecossistemas próprios. Pode formar audiência. Pode construir voz própria. Pode desenvolver presença.
Pode criar comunidade.
Mas isso exige responsabilidade, visão e maturidade.
Por isso a espera que tanto angustiou também formou.
Talvez por isso “Seguimos Crendo” também tenha nascido como uma plataforma de cultura cristã, e não apenas como um lançamento musical apenas.
Não perfeito, mas essencialmente cuidado dentro dos recursos disponíveis agora.
O projeto conversa com fé, identidade, cultura, tecnologia, arte e permanência em tempos líquidos.
E uma das maiores confirmações disso veio justamente nesta semana, com minha inauguração como colunista no Guia-me, um dos portais de maior credibilidade e alcance no Brasil hoje.
Na entrevista de lançamento, compartilhei uma frase que resume muito do que esse projeto representa:
“A arte também é território espiritual. O que consumimos molda mentalidades, afetos e direção cultural.”
Essa talvez seja uma das grandes discussões do nosso tempo.
Por muitos anos, parte da produção cristã abriu mão da excelência estética e estratégica, como se profundidade espiritual e sofisticação artística fossem incompatíveis.
Mas eu acredito exatamente no contrário.
A beleza também comunica Reino.
Excelência também comunica zelo.
História também comunica verdade.
E talvez uma das maiores necessidades desta geração seja justamente reencontrar produções que consigam unir profundidade espiritual, inteligência cultural e sensibilidade artística sem perder identidade no processo.
“Seguimos Crendo” nasceu desse desejo.
Não como resposta definitiva.
Não como fórmula pronta.
Mas como construção.
É apenas o start do Caminho 🛣️ que pra mim sempre teve nome: Jesus, Yeshua no original.
Uma construção feita em meio a aprendizados difíceis, processos inesperados, ajustes de rota e muita persistência.
E assim divido com você essa primeira semana tão especial.
Porque ela marca o início de algo que não nasceu de improviso.
Nasceu de convicção.
Seguimos Crendo não é apenas o nome de uma música.
É uma decisão.
O retorno à identidade profunda judaico cristã é um anseio da alma e de toda criação que pretendo embalar com as inspirações mais frescas do criador até formar um álbum completo com 10.
Sim, tem um motivo pra serem 10 que te conto ao final desta etapa de caminho em progressão.
E em tempos de cinismo, superficialidade, ambição perversa e relativização constante, continuar crendo talvez seja um dos atos mais contraculturais que existem.
Essa é apenas a primeiro passo.
Ainda há muito pela frente.
Cada passo é iluminado por uma pequena luz de vela.
Mas já posso adiantar que a próxima canção eu já compus: Em Nome do Rei.
Feita de significados profundos e milagres como tudo na minha vida sempre é.
Se você também acredita que a beleza, a verdade e a excelência ainda têm muito a dizer neste tempo, você é bem-vindo nessa caminhada.
Porque seguir crendo, hoje, não é ingenuidade.
É resistência.
É memória.
É profecia.
E eu sigo.
Com o coração cheio, as mãos ocupada, a voz afiada e os olhos fixos no Autor e Consumador da fé.
Que tal caminharmos juntos?
O Caminho 🛣️ está proposto!
Assista e se inscreva: 💎
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