Identidade Retomada: Resgatando o Destino do Brasil.
O que opera nas sombras do nosso destino?
"Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas desta era, contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais."
Efésios 6.12
Há um motivo para o Brasil não estar no seu lugar devido.
Não é falta de talento.
Não é falta de riqueza natural.
Não é falta de unção ou de ungidos.
O Brasil tem de tudo e ainda assim algo sempre parece sugar sua força antes da colheita.
Isso não é coincidência.
É estratégia espiritual sistêmica.
O inimigo não desperdiça recursos em territórios sem valor.
A intensidade da guerra espiritual sobre um lugar revela o tamanho do destino que ele carrega.
E o Brasil carrega um destino de nações.
Além de abrigar e se compor por pessoas do mundo todo, o Brasil tem um chamado redentivo espiritual de ensino e de louvor muito claro para servir aos povos da terra.
Mas o que opera aqui?
O principado mais ativo sobre o Brasil não é apenas um: é uma estrutura.
Como colunas de um templo profano, eles se sustentam mutuamente:
O espírito da confusão de altares é o mais antigo.
Mesmo antes de sua colonização, altares foram erguidos com mistura sem serem derrubados.
Catolicismo nominal sobre espiritualidades indígenas e africanas criou um povo que aprendeu a adorar a Deus e a Baal ao mesmo tempo muitas vezes sem perceber.
Elias enfrentou isso no Carmelo: "até quando coxeareis entre dois pensamentos?" (1Rs 18.21).
A pergunta ainda ecoa sobre nós.
O espírito de Mamon não é só ganância; é a substituição de Deus pela segurança material.
Ele opera no jeitinho, na corrupção sistêmica, e também dentro das igrejas, quando a fé vira moeda de troca e o altar vira balcão.
O espírito de Absalão destrói por dentro.
Age nas lideranças, nas coberturas rompidas, nas divisões de igrejas, nos filhos espirituais que honram publicamente e traem privadamente. É o principado da ambição disfarçada de visão.
O príncipe da fornicação; o Baal de Peor moderno. Transformou o corpo em identidade nacional e o prazer em teologia. É uma porta geracional aberta há séculos, que precisa ser fechada com autoridade e posicionamento firme e não com vergonha.
E então há Jezabel.
Este foi, para mim, o maior calor ministerial.
O principado que mais me perseguiu ao longo do meu chamado profético.
O espírito que opera com nome moderno de narcisismo patológico.
Jezabel não é apenas uma figura histórica, é uma entidade que tem um alvo específico: calar a voz profética.
Ela não teme a adoração, não teme a pregação, não teme a organização religiosa.
Ela teme o profeta que ouve a voz de Deus e fala sem pedir permissão.
Por isso sua estratégia não é confronto aberto.
É infiltração, intimidação e exaustão.
Ela opera através de pessoas próximas, de lideranças controladoras, de acusações que chegam justamente quando a voz profética começa a ganhar clareza. O objetivo dela é a morte de caráter e da credibilidade do profeta e drenagem das forças até a doença ou expulsão.
Ela usou Acabe para silenciar Elias, não com espada, mas com uma mensagem: "amanhã você será como eles" (1Rs 19.2).
E Elias, o mesmo que chamou fogo do céu, fugiu para o deserto.
Isso me diz uma coisa: a perseguição de Jezabel não é sinal de fraqueza.
É sinal de que uma voz incomoda o suficiente para precisar ser silenciada.
No Brasil, esse espírito opera de forma sofisticada.
Ele se instala em estruturas religiosas e usa autoridade legítima para exercer controle ilegítimo.
Ele identifica quem tem unção profética genuína e trabalha sistematicamente para isolar, desacreditar ou cooptar essa pessoa para fazer dela uma serva.
Muitos profetas brasileiros estão hoje no deserto de Elias: exaustos, sozinhos, questionando o próprio chamado, não porque falharam, mas porque acertaram.
A perseguição de Jezabel é, ela mesma, uma confirmação profética de um chamado que faz o povo não se corromper e prosperar.
"Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz." Provérbios 29:18.
"Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis." 2 Cronicas 20:20.
Existe uma relação direta entre o isolamento dos profetas e a paralisia do Brasil.
O objetivo dessa engrenagem espiritual é estratégico: neutralizar as vozes que têm coragem de apontar os desvios, para que as estruturas de manipulação continuem operando sem questionamento.
Enquanto os líderes legítimos forem empurrados para a exaustão, para a depressão ou para os bastidores, o debate público e a liderança da igreja sobram para os oportunistas, para os narcisistas e para os mercadores da fé.
A retomada da identidade da nação não começa por decretos políticos, mas pela recuperação da saúde mental, da identidade em Deus, da autoridade e do posicionamento firme daqueles que foram silenciados pelo sistema.
O mês que foi despojado do nome de um ídolo e o que isso diz ao Brasil.
Estamos no mês de Tamuz no calendário hebraico.
Mas Tamuz não era originalmente um nome sagrado; era o nome de um deus babilônico de fertilidade, um ídolo de morte e lamento.
Na Escritura, o próprio Deus mostra ao profeta Ezequiel mulheres sentadas à porta do templo "chorando por Tamuz" (Ez 8.14) dentro do espaço sagrado, em luto por um ídolo.
Uma abominação dentro da casa de Deus.
Por isso, na Torah, esse mês não tinha nome.
Era chamado simplesmente de "o quarto mês."
Israel recusava pronunciar o nome do ídolo.
O mês existia, mas o nome profano não merecia espaço na boca do povo de Deus.
Depois do exílio babilônico, Israel voltou usando o nome Tamuz; não por idolatria, mas como ato de despojo.
Pegaram o nome do inimigo e o incorporaram ao calendário sagrado, redimindo uma cultura que aquele nome antes representava.
O ídolo foi esvaziado.
O mês foi tomado de volta.
Então o nome que significava "aquecimento" ou "fornalha incandescente passou a assumir uma outra identidade redentora: "filho verdadeiro" ou "o filho justo".
Isso é exatamente o que precisa acontecer com o Brasil.
Precisamos sair das brasas que incendeiam e destroem para assumir a nossa verdadeira identidade de filiação e justiça.
O Brasil precisa passar por essa mesma correção para uma transição espiritual, cultural e reconhecimento de paternidade divina.
Deixar para trás o estigma da "fornalha" que representa a polarização que consome sem sentido ou propósito, a corrupção que destrói e as crises que tentam queimar o nosso futuro para nos tornarmos o reflexo do "filho de verdade".
Isso significa:
• Deixar as brasas da destruição e entrar no fogo do refino, que não consome, mas purifica o caráter da nação.
• Cessar o calor da divisão para manifestar a identidade de um povo justo, maduro, colaborativo com a redenção e alinhado com o seu propósito original.
O Brasil não foi chamado para ser uma terra consumida pelo fogo do caos e da desordem, mas sim uma nação gerada como um "filho justo" na Terra, um lugar de restauração, frutificação e redenção.
É hora de tomar de volta o que foi distorcido e manifestar a nossa verdadeira essência.
Por séculos, nomes de ídolos foram pronunciados sobre esta terra.
Altares foram erguidos e nunca derrubados.
O inimigo teve acesso ao tempo, ao território e à identidade nacional de um povo que foi chamado para ser profético entre as nações.
Ele ocupou de forma ilegítima nosso país.
Mas assim como Israel despojou Tamuz, assim como o exílio não foi o fim, mas o processo, o Brasil está em um momento de redenção do tempo.
O que foi nomeado pelo inimigo pode ser tomado de volta.
O que foi ocupado pode ser despossado.
E o Brasil não pertence aos principados.
Pertence ao Senhor dos Exércitos.
Pertence ao Deus que planta profetas no deserto e os levanta com pão, água e uma nova missão.
Para hoje:
Se você já sentiu o peso da perseguição dessa mistura de principados; o isolamento, a acusação, a tentação da corrupção, a exaustão que não tem explicação racional; saiba: isso não foi o fim da sua história.
Foi o deserto antes do Horebe. Antes da voz mansa. Antes da instrução da próxima missão.
Sua vida também será despojada de tudo que o inimigo tentou nomear sobre ela: fracasso, loucura, escassez, exagero, irrelevância e devolvida ao seu lugar legítimo.
Tem uma roupa nova, sandálias, um anel e um banquete preparado para cada filho mais novo de Israel que decidir voltar e se alinhar novamente com o Pai.
E para todos nós: antes de orar pelo Brasil, entre nele.
Patriotismo é muito além do que política e futebol.
Confesse como parte.
Não se coloque acima do povo que você intercede, coloque-se dentro dele, como Daniel, como Neemias, como Ester.
E então declare:
O destino do Brasil não está nas mãos dos principados e aos ídolos.
Nós declaramos despojo sobre os espíritos que nomearam o Brasil pela ótica da idolatria, da corrupção e do silêncio profético.
Perdoa-nos pelos altares misturados, por Mamon que servimos sem perceber, pelas divisões que alimentamos. Pelo Ego de Absalão que nos iludiu e separou. Pela cobiça de Baal que nos confundiu e enganou quando toda a nossa sede de amor e adoração era por Ti.
Restaura as vozes que Jezabel tentou calar.
Alimenta os exaustos no deserto. Restitui o nome legítimo sobre esta nação.
O Brasil é teu.
Nossa geração é tua, nosso destino será recuperado no nosso turno em Tua Torre de Vigia.
Que o Brasil seja tudo o que nasceu pra ser na plenitude do seu destino.
Em nome de Jesus.
Amém.

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